terça-feira, 14 de setembro de 2010

E-Va-Dir


Ângela Vicedomini



Toda madrugada de quarta-feira, depois das duas horas da manhã, no campo de futebol da praça X, no bairro Y, 12 homens procurados pela polícia, acusados dos crimes de tráfico de drogas, assalto a mão armada, homicídio e outros, jogam futebol.


A algazarra é imensa: Gritam, xingam, discutem, riem e chutam forte.


As pessoas ao redor não dormem, espreitam através de persianas e cortinas, resmungam, maldizem, reclamam entre si.


Ninguém comunica o fato a polícia, apesar de o time ser habitué da praça já fazem quatro anos.


Dona Eugênia pôs grades nas janelas.



10 comentários:

  1. Esperamos tiros e polícia cercando a praça a qualquer momento! Algo acontecerá...!

    Na verdade, acontece...: do jeito que a realidade dispõe. Nem mais, nem menos.

    Seus contos estão enxutos! As palavras carregam mais que idéias, carregam fatos: tanto umas quanto outros, em equilíbrio; que é o que chama a atenção.

    Um curto - mas não seco - abraço!

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  2. sylvio,

    obrigada, meu querido leitor de todos os contos!


    um longo abraço!

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  3. Ahhh....! Longos abraços são bons!
    Se bobear, até emocionam!

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  4. Bem suburbano.... gostei

    nem sempre o medo ataca, o medo tbm pode ser um freio

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  5. wal,

    eu gosto quando você gosta!

    o medo é a razão da nossa preservação, não acha?

    obrigada por vir, querida.

    um beijo.

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  6. gostei muito das tuas pequenas histórias e só posso a-plau-DIR. Extremamente significantes os enredos, aproximam-se em paralelos delicados, um moto-contínuo a procura de um de-VIR,


    abraço

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  7. assis,

    que presente mais importante eu ganhei com a tua leitura!!!!


    muito obrigada, mesmo.

    grande abraço!

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