segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Par-Tir


Antônio Grambone


Os olhos do pai, a orelha do pai, a marca na perna esquerda do pai, o sorriso do pai, as mãos do pai, o jeito de dormir do pai, a mesma sobremesa preferida do pai, o temperamento do pai, o cacoete do pai, a vontade de se aventurar do pai, a letra do pai, os exageros do pai, o gosto musical do pai.


A mesma ausência na mãe...



8 comentários:

  1. [omnipresente, ausência: cerrados sinais das ascendências]

    um imenso abraço, Betina

    Leonardo B.

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  2. leonardo,

    além de seus incríveis versos dotados de grande sensibilidade e profundo conhecimento do exercício da poesia, ainda nos deixa seus comentários cheios de amor pela leitura.

    muito obrigada, meu amigo.

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  3. (Des)consideramos ausências como consequências, não são. Fazem parte da vida, como as coisas que fazem parte.

    Bê, dei uma de lambe-lambe. Pode ir lá comentar. Exijo elogios!

    :)

    Bjs!

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  4. sylvio,

    obrigada pela leitura sempre presente. tem razão, "viver é morrer".

    hahaha

    exijo elogios é ótimo!hahaha

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  5. Incrível como a ausência define..., tanto quanto a presença. Né?


    Valeu, amore (tão usada essa palavra, que já tá com pinta de 'mozão'...), suas palavras lá!

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  6. Bonito Betina, ia lendo e não podia imaginar o que vc faria para que eu perdesse o rebolado...pq é isso que vc faz comigo aqui. O Sylvio tem razão: nada define tanto a gente como uma ausência.....

    BB, eu tô aqui!

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  7. querida,

    obrigada, eu considero a sua presença fundaMENTAL para o meu trabalho aqui. :)

    um beijo, amore.

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